HISTÓRIA

Lamas, conhecida também por São Tomé de Lamas, localiza-se na margem direita do Rio Real,
que desagua na Lagoa de Óbidos, e junto ao maciço calcário da Serra de Montejunto. A Serra de
Montejunto tem quinze quilómetros de extensão e atinge no ponto mais alto 666 metros, de onde se
desfruta um vasto panorama. A vegetação dominante é a azinheira e o carrasco.
No passado, Lamas foi um Curato da apresentação do prior e beneficiados de Nossa Senhora da
Assunção de Óbidos. Integrou o Concelho de Azambuja e posteriormente o de Alenquer, durante a
supressão do Concelho do Cadaval, entre 1895 e 1898.
Em Lamas realizam-se inúmeras festividades, como é o caso da Festa Anual de Casais de Montejunto,
as Festas de Verão em Honra de Nossa Senhora da Conceição e em Honra da Nossa Senhora das
Neves, e a Festa Anual em Honra do Mártir São Sebastião.
Muito rica a nível patrimonial, podemos visitar em Lamas a Capela de Nossa Senhora do Rosário, a
Capela de Santa Ana, o Convento Dominicano e a Igreja de São Tomé, Orago de Lamas. Quase no topo
da Serra de Montejunto, fica também a Ermida de Nossa Senhora das Neves, construída no começo do
Século XIII pelos Frades Dominicanos. Junto a esta Ermida, podem observar-se as ruinas do primeiro
Convento das Ordem dos Dominicanos, fundado em Portugal, também no século XIII.
Em plena Serra de Montejunto, situa-se a Real Fábrica do Gelo, onde, no Século XVIII, era fabricado
o gelo que abastecia a Corte e, mais tarde, diversos cafés da Baixa Lisboeta. A Real Fábrica do Gelo
foi classificada como Monumento Nacional. A antiga Fábrica do Gelo é constituída, além do edifício
principal, por um poço, atualmente tapado e que em tempos passados abastecia de água um total de
44 tanques amplos e rasos destinados à sua congelação.
Do património arqueológico, destaca-se o Castro de Rocha Forte ou Castelo Velho e as Grutas
Necrópoles da Serra de Montejunto que nos revelam belezas naturais, para além de toda a flora e
fauna da Serra.
Para além do fabrico de cal, lamas conta a nível económico ainda com a destilação de aguardente e os vários lagares de azeite. Produz também excelente vinho e a famosa Pera Rocha do Oeste.

Cercal, dista cerca de 15 km da Sede Concelhia e tem por Orago São Vicente. Era Curato da
apresentação do cabido da Sé de Lisboa e o Mosteiro de Alcobaça tinha granjas no Cercal. A Paróquia
de São Vicente do Cercal sujeitava-se a São João do Mocharro de Óbidos.
Cercal pertenceu ao Concelho de Alcoentre, extinto a 24 de Outubro de 1855, passando a fazer parte
do Concelho do Cadaval. Foi anexado ao Concelho de Azambuja, durante a supressão do Concelho do
Cadaval, entre 1895 e 1898.
A nível patrimonial, destaca-se a Igreja de São Vicente, do Século XVII, e cuja arquitetura possui traços
de maneirismo e barroco com um notável património de azulejaria no interior. Dentro da localidade
permanecem as ruínas de um Morabito, provavelmente fundado no Século XII e adaptado a edifício
de culto católico em 1602 com a designação de Capela de Nossa Senhora da Ajuda, que atualmente,
por ser propriedade privada, está a ser utilizado para criação de gado. De salientar ainda, o Chafariz
Setecentista de espaldar, mandado construir pela Rainha Dona Maria I.
Por todo o Concelho do Cadaval existiu um grande Património de Moinhos de Vento que eram utilizados
na moagem de cereais. Em Cercal, resta um dos quatro moinhos de alvenaria que eram conhecidos
por Moinhos do Cercal e que, apesar de estar em ruínas, preserva ainda as suas paredes mesmo sem
o engenho. Este Moinho situa-se num cabeço, a sudeste do Cercal.
As atividades económicas têm por base a agricultura, com produção cerealífera, produção de Pera Rocha do Oeste e a produção de vinho.


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